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DOCUMENTÁRIO — 50 ANOS DE ITAIPU

Itaipu binacional

Função: Coordenação de Jornalismo e Direção Executiva

 

Minha trajetória com a Video Up começou no atendimento à Itaipu Binacional, produzindo conteúdos audiovisuais quase diariamente ao longo de cinco anos.

Esse trabalho culminou na série documental Itaipu 50 anos: oito episódios de aproximadamente 30 minutos, lançados no cinema e posteriormente disponibilizados no Globoplay.

Conduzi as entrevistas com os personagens da série e participei da organização das pautas, viagens e equipes envolvidas na produção.

Mais do que reconstruir a história da usina, o projeto buscou contar Itaipu a partir das pessoas que participaram de sua construção. Foram meses transformando uma trajetória monumental em uma narrativa humana — um trabalho que reúne muito do que faço: pesquisar, ouvir, organizar e ajudar histórias complexas a chegarem ao público.

BELÉM - COP30

Função: Direção Executiva e Coordenação de Produção Audiovisual

 

Belém encerrou um ciclo de grandes eventos iniciado no encontro de ministros de Energia do G20, em Foz do Iguaçu, passando pelo G20 Social, no Rio de Janeiro, até chegar à COP30.

Durante cerca de um ano, acompanhamos o trabalho da Itaipu Binacional na preparação da capital paraense, registrando obras, eventos, projetos sociais e iniciativas ambientais em diferentes pontos da cidade.

Foram muitas viagens, equipes em campo e agendas complexas. O desafio era transformar investimentos e intervenções urbanas em histórias compreensíveis, mostrando como cada ação impactava a vida das pessoas e o legado deixado após a conferência.

Belém se tornou uma das experiências mais completas da minha trajetória, reunindo jornalismo, comunicação institucional, logística, coordenação de equipes e produção audiovisual.

COP 30 - Belém do Pará

ESQUINA DA PARAGUAÇU

Feira do Livro

Função: Autor

Nem só de vídeo vive uma história.

Em 2021, lancei meu primeiro — e, até agora, único — livro: Esquina da Paraguaçu, publicado pela Editora Selo Jovem.

A obra é ficcional, mas nasce de um contexto muito real. Reúne personagens, conflitos e memórias atravessados pela vivência do punk rock e registra um pouco da efervescência cultural dos anos 1990.

O lançamento oficial aconteceu durante a Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu, dando ao projeto um encontro público à altura da história que ele carrega.

Mais do que olhar para aquela época com nostalgia, tentei preservar a energia de uma cena feita de música, amizade, improviso, contradições e vontade de criar alguma coisa por conta própria.

Esquina da Paraguaçu nasceu como literatura, mas carrega a mesma matéria-prima dos meus outros projetos: memória, cultura e histórias que merecem continuar circulando.

Palco do Otroplano

DO PALCO À PRODUÇÃO

Minha relação com os palcos começou antes mesmo de eu subir em um deles. Em 1995, passei a ajudar na organização de shows underground. Dois anos depois, já produzia eventos por conta própria, aprendendo na prática a reunir bandas, público, estrutura e tudo o que precisava acontecer para uma noite sair do papel.

Entre 1999 e 2006, fui vocalista da Bloodshot, banda de hardcore com letras em inglês, influência da cena de Nova York e uma presença forte de rap. Depois veio a Artilleria Pesada, que seguiu ativa até 2014 e encontrou sua identidade na fronteira: letras misturando português e espanhol, hardcore old school e uma sonoridade marcada pelo lugar de onde viemos.

Essa experiência não ficou restrita ao palco. Ela moldou minha forma de trabalhar com cultura, comunicação e produção: entender uma cena, criar condições para que as coisas aconteçam e aproximar artistas e público.

Em 2019, fui um dos criadores do MegaRock, festival público e gratuito realizado em Foz do Iguaçu. Em duas edições, o evento reuniu algumas das principais bandas do Brasil, atrações internacionais e um público que mostrou que a música pesada também pode ocupar os grandes espaços da cidade.

Mais do que uma passagem pela música, essa trajetória atravessa tudo o que faço. Antes das câmeras, dos contratos e dos grandes projetos, já existia a vontade de organizar, comunicar e colocar ideias no mundo.

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